segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SESC POMPÉIA

JOHNNY MAGALHAES DE MORAIS   
  4º ano Arquitetura e Urbanismo

Revitalização pode assumir vários significados de acordo com cada contexto, mas segundo Pisani, revitalizar significa tornar a vitalizar, dar nova vida ou vigor a alguém ou alguma coisa (...) fazer intervenções em edifícios ou áreas urbanas a fim de torná-los aptos a terem usos mais intensos, torná-los atrativos para desencadearem atividades que garantam a vitalidade da área, e foi exatamente o que a arquiteta Lina Bo Bardi, ate então afastada em função do regime militar fez.


Originalmente o atual SESC Pompéia era uma fábrica de tambores, construída na década de 20, com tecnologia importada de concreto armado, foi assim que Lina encontrou o local onde projetaria um moderno local para o uso popular. Para poder atender a todo cronograma e ainda manter a edificação da fábrica, Lina teve que tomar decisões que acabariam por dar maior arrojo ao projeto.
Essa obra e considera por  muitos pensadores e estudiosos um marco na arquitetura brasileira, principalmente no que tange a revitalização no Brasil. A década de 80 e conhecida pela sua produção criativa e inventiva, não tendo muitos processos de conservação e preservação da arquitetura.
Nesse ambiente  Lina soube criar liberdade numa situação de limitação, criando soluções com muitos valores éticos, suscitando assim discussões até então inertes no âmbito nacional, tanto entre arquitetos e estudantes, mas também discussões políticas e sociais.

            Portanto muito dos processos de revitalização e conservação que se tem hoje, deve-se em parte por essa iniciativa de Lina Bo Bardi e das discussões sobre sua obra.



MUSEUS


RAFAELA DE OLIVEIRA QUEIROZ
PRISCILA ALVES DE LIMA SOUZA


Os museus têm uma característica especial que nenhuma outra instituição tem, e deve insistir nela: é a desaceleração. As pessoas precisam se surpreender, parar e não ver tudo às pressas.

Museu é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento e aberto ao público, que adquire, conserva, pesquisa e exibe para finalidades do estudo, da educação e da apreciação, evidência material dos povos e seu ambiente.
A palavra vem do latim museum, que por sua vez é derivado do grego mouseion, que refere-se a um lugar ou a um templo dedicado às Musas, as divindades na Mitologia grega que inspiravam as artes.
Os museus são instituições especializadas, e, por isso, necessitam de mão-de-obra qualificada, como museólogos, restauradores e outros profissionais, capazes de manter a conservação do acervo.
Ele é dirigido geralmente por um curador, quem tem uma equipe de funcionários que cuidam dos objetos e arranjam sua exposição.
Muitos museus associaram-se aos institutos de pesquisa, que são envolvidos freqüentemente com os estudos relacionados aos artigos do museu. Eles são geralmente abertos ao público por uma taxa. Alguns têm a entrada livre, permanentemente ou em dias especiais, por exemplo uma vez por semana ou ano.
A importância dos Museus está em promover a educação e a cultura, destacando a primazia da função educativa que corresponde à sua democratização do saber.

MUSEUS

Sheila Custodio Ferreira
Luciana Balbino Albiere
3º ano Educação Artistica -Artes Plásticas


Um Museu é uma instituição com o objetivo de servir a comunidade cultural, a partir da descoberta, aquisição, restauração e conservação de obras ou objetos do passado.
São o resultado do inventário e avaliação de um patrimônio. É uma permanente casa aberta , que divulga objetos e fatos que fizeram e fazem parte da história da humanidade.
Graças à modernidade, atualmente os museus podem ser visitados sem a necessidade de se sair de casa, pois hoje, a maioria deles disponibiliza páginas na internet com imagens de seus acervos. Porém, nada substitui a experiencia da visitação  física do local, conhecer, ver e sentir as emoções que o passeio pelas gerações passadas podem proporcionar, beneficiando o visitante com o aprimoramento e a aventura do conhecimento.
Os museus contribuem para um desenrolar cultural mais amplo e intenso. As culturas que hoje se conhecem e que muitas delas já nem existem, foram fruto de muitos anos de experiências e de restauro que possibilitaram os conhecimentos que atualmente se detêm.
Nos museus encontramos registros dos mais diferentes segmentos da sociedade. O museu cumpre o papel de elo entre as diferentes massas da sociedade, sendo assim um objeto para a coletividade, transmitindo um espirito e uma mentalidade frutifera mostrando o progresso das sociedades e incutindo o desejo de entender, apreciar, participar e conservar o patrimonio, tendo importante papel na armazenação do passado. São muitas as contribuições para enriquecer os museus e os sinais de outros tempos.
Existem atualmente museus de diversos segmentos, mostrando assim a diversidade e a riqueza da sociedade humana.




Há beleza no cemitério

Simone Muniz      

Tamara Silva

 

3º ano Educação Artística - Licenciatura

 

 

  O cemitério é um lugar considerado por muitas pessoas algo espantoso, onde traz sentimentos dolorosos por seus freqüentadores, é de conhecimento de todos que este lugar ocorre sepultamentos de cadáveres, porém em muitas cidades além de ocorrer esses rituais eles contam também a história de uma cidade, de uma geração, de uma família e ate mesmo de um individuo.

  Um dos cemitérios conhecidos e que recentemente tem sido chamado de “Museu A Céu Aberto” e o Cemitério do Nosso Senhor do Bonfim, em Belo Horizonte – MG., está sendo criado um inventário pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG), onde os túmulos  estão sendo catalogados.
Existem túmulos que são verdadeiras obras de artes, além de sua beleza estética existe também o patrimônio memorial, onde cada tumulo compõe e conta a historia da cidade.

  Tomando por referência essa visão, é interessante que cada cidade também descubra as riquezas de um cemitério, que todos os que freqüentam tenha também uma visão de que não é só o sentimento de perda, saudade e angústia, entre outros sentimentos de se perder um ente querido que este lugar transmite, mas que ele sim, pode ser um verdadeiro museu a céu aberto.



  Em Ribeirão Preto existe o cemitério da Saudade, este contém obras incríveis, além disso, conta com uma arquitetura riquíssima, onde é possível ver a época em que cada túmulo foi construído, temos também uma noção histórica e hierárquica que muitas vezes se passa despercebido.



Já no cemitério de Ituverava são feitos rituais religiosos, onde se mantém por várias gerações, que se deve acender uma vela na chamada “Bacia das Almas”, onde o propósito e dar paz muitas vezes para aqueles que já foram esquecidos.

  É de extrema importância que nosso olhar possa ser mais amplo, que sejamos capazes se identificar em meio a tantas coisas a arte, que sejamos sempre capazes de cuidar dos patrimônios de nossa cidade, sem dúvidas que a arquitetura moderna trás muitos benefícios e beleza aos olhos, mas ela também faz com que sejamos cegos para o passado.

Deveria ser algo obrigatório em todas as cidades, deveria ser lei que a preservação fosse responsabilidade de cada indivíduo, não só de órgãos que cuidam de patrimônios ou meia dúzia de pessoas que conheçam a importância de cuidar para que o passado não seja também destruído, mas que isto fosse um dever de cada cidadão.



Stephan Doitschinoff – Projeto Artístico Lençóis/BA

RODRIGO LELIS DAL PICOLO
3º ano Educação Artística - Licenciatura


Artista autodidata, sua formação foi muito influenciada pela convivência com os mais diversos tipos de crenças e rituais religiosos.
Além de filho de pastor evangélico, neto e bisneto de espíritas, Stephan conviveu no bairro em que passou sua infância e juventude em contato com um centro Hare Khrishna e até mesmo um terreiro de umbanda. Cresceu, assim, absorvendo a estética do simbolismo religioso nas mais diferentes situações, na convivência diversa em sua infância e em meio a estudos sobre religiões orientais, alquimia e arte sacra.
Adolescente, Stephan envolveu-se com a cultura do skate e os movimentos punk e hardcore de São Paulo.
Passou também a estudar o zen budismo e o taoísmo e, devido ao profundo interesse pela influência da religiosidade sobre a mente humana, aprofundou seus estudos em leituras de psicologia junguiana e mitologia, ampliando assim sua pesquisa estética e filosófica. 
Após residência artística na Inglaterra, retorna ao Brasil e parte para o desenvolvimento de seu mais audacioso projeto artístico: Lençóis (BA). Imerso na realidade dessa cidade onde morou por três anos (de 2005 a 2008) e tendo como fonte de referência e inspiração as crenças e histórias de seus moradores, Stephan realizou intervenções na cidade e seus arredores.
As fachadas dos casebres, a igreja e até mesmo o cemitério formaram um conjunto pictórico de dimensões grandiosas. Essa grande instalação urbana, que envolveu toda a população da cidade, é um trabalho de fôlego que desenvolve importantes questões sobre as dimensões político-sociais da arte pública.
















A Importância da Memória e dos Patrimônios Histórico-Sociais na Criação do Sentido do Mundo

RAMIS CAMPOS VENÂNCIO
3º ano Educação Artística - Licenciatura


“Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo...”
Carlos Drummond de Andrade
Sentimento do mundo

O passado gera um grande paradoxo e um grande dilema em nossa vida se nos empenharmos em considerá-lo profundamente, pois em nossas vidas ele está ao mesmo tempo presente, apesar de já ter passado, e não está presente, por que já passou. Essas duas possibilidades se dão graças à memória, onde temos guardada todas as nossas vivências e estabilizadas nossas experiências.

Não desconsideremos que neste processo o que mais ficam marcadas são as nossas sensações e nossas emoções. Nossas lembranças nos permitem rememorar momentos marcantes e decisivos de nossa história e reviver, junto deles, mas de modo imaginário, as sensações que tivemos e os sentimentos que sentimos, em suma, o estado geral em que estávamos num determinado momento onde algo marcante tenha acontecido.

Mesmo passado o passado marca presença em nosso presente, motivando nossos modos de ser e sentir, delimitando nossas atitudes, nosso temperamento. Por isso o tempo é um paradoxo. Quando o Tempo se liga ao Ser, dobra-se sobre si mesmo, e o passado pode ser projetado no presente e no futuro. Temos sobre a raça humana um exemplo vivo da Tira de Moebius, desdobrando de si mesma uma grande extensão de um pequeno fato.

Claro que o tempo no Ser nada é sem a memória, sem o registro. Para compreender o valor dessa capacidade tomemos como exemplo a grande lacuna de registros ou de memórias que nos faltam entre o acontecimento do Big-Bang até o período imediatamente anterior á escrita. Nesta condição as únicas memórias de um passado remoto que temos provém de duas fontes: os resquícios de comunidades primitivas já extintas, e os mitos, as religiões, os saberes tipicamente baseados na oralidade.

Assim, eis o valor de nossas memórias e de tudo que esteja relacionado com ela, como os registros do passado não vivido, mas possível de ser intuído através desses mesmos registros. Isso aprofunda nosso sentimento de humanidade, de existência, estabelecendo certas essências humanas mesmo em diferentes épocas, contrastando passado com presente, tendo como eixo o que foi, o que é e o que pode ser o Ser humano.

Desta forma o patrimônio histórico-cultural seria equivalente ao registro e a memória, importante em si mesmo porque carrega consigo características de uma outra época fundamentais para a compreensão da humanidade. Sem memórias, sem registros, sem essa espécie de apego ao que já passou perderíamos a identidade de nosso presente. Estaríamos soltos no tempo, sem raízes que nos prendessem a terra onde nos desenvolvemos.

Lembro-me de uma vez quando, desejando determinar a árvore genealógica de minha família e a história de meus antepassados, e pedindo auxílio a minha Vó, retrucou-me: "é pra ganhar dinheiro? Não! Não há necessidade disso. Deixe o passado quieto, descansando, porquê temos que viver o presente!". Não pude deixar de me sentir aborrecido com esta resposta.

Como uma pessoa com tanto tempo de existência e múltiplas vivências poderia ignorar esse tempo e essa memória, se negando a se disponibilizar, como uma espécie de registro vivo, para o presente ou futuro as marcas de um passado...? Sem isso, como eu poderia valorizar o presente? Como poderíamos trabalhá-lo sem o cimento que o passado nos dispõe? Não há fundação sólida quando não há consideração pelo passado.

Eis o valor histórico e social da memória. Tanto é grande esse valor que sua expressão mais corriqueira é sua presença marcante nos currículos escolares como uma dentre as várias habilidades a serem desenvolvidas, devido ao seu valor entre os deveres e responsabilidades aos quais a nossa sociedade contemporânea chama. Nesse caso memória pareceria se confundir com memorização...

Mas disso confundir memória histórica e memorização educacional é um equívoco profundo, porquê o significado das duas são totalmente diferentes, apesar das duas integrarem tanto o currículo acadêmico quanto o escolar. Por isso faz-se urgente diferenciar estes dois processos, de modo a superar a memorização mecânica e a memória histórica social, fundamental na constituição da identidade de um ser e sua ligação e valorização ao lugar onde mora e suas características.

A explicação desses diferentes valores da memória se dá pela diferença da didática presente em cada contato com o material de estudo. A memorização é uma habilidade que é desenvolvida de modo linear e repetitivo no meio acadêmico e escolar, culminando na reprodução de um modelo tomado como correto e que será internalizado por um aprendiz. Neste processo o educando somente utilizará sua razão dispensando a emoção e sua possibilidade de gerar conhecimentos.

Já na memória histórico social, esta não é algo que se ensina, que se ofereça como um modelo a ser internalizado, mas sim como uma estrutura a ser construída, internalizada pelo sujeito, mas por este conduzida na sua construção, na identificação do seu subjetivo com o mundo objetivo, o qual só é possível mediante a mobilização das emoções, da sensibilidade, dos sentidos, fundamentais para poder criar sentidos, visto que entrará em contato, por exemplo, neste caso, com os patrimônios.

Então, manter os patrimônios o máximo intacto possível seria colocar o ser em contato com o objeto do passado com o mínimo de mediação e intervenções contemporâneas o possível, onde as sensações criarão um sentido para um passado que não foi vivido de fato.

A presença de um patrimônio mantido em sua integridade permite que uma memória supere a simples condição de memorização mecânica de um passado não vivido, e atinja os recônditos mais essências da sensibilidade humana. Preservar um patrimônio histórico é proporcionar as novas gerações uma experiência sensível e intelectual do passado, dando a este mesmo passado um significado e situando-o com um valor em relação a um presente e a um futuro. Forma-se aí um ser mais integral com a vida.

Parti do valor social da memória para discutir o seu significado no meio educacional e acadêmico de modo a esclarecer seus significados e retomar a importância da vivência para a memória.

Concluí disso a importância da manutenção do máximo de intactibilidade possível dos monumentos históricos, pois que sua importância na formação da memória histórica se faz clara no sentido da formação da identidade tanto de uma sociedade quanto da humanidade.

 

E você, que memória deixará impressa no grande livro da humanidade?


MARCO ANTONIO PEIXOTO
VALERIA DA PASCOA BORGES
3º ano Educação Artística - Licenciatura

“A morte é mais leve do que uma pluma. A responsabilidade de viver é tão pesada quanto uma montanha”.
Ditado Japonês




Em determinado instante tudo cessará...
O documentário: “Nós que aqui estamos e por vós esperamos”, refere-se à única certeza que temos desta vida. Onde estaremos todos juntos, no maior frio, silêncio e quietude. Que impotência estar diante a esses sentimentos que o filme nos suscita. Ele nos traz memórias difíceis de digerir, talvez fosse melhor que ficassem no passado bem distante.
Quantas pessoas morreram no século XX!? Guerras, epidemias, “causas naturais”, etc. Quem viveu muito? Quem viveu pouco? Sobretudo quem viveu plenamente ou tirou da vida o máximo de proveito?
Assistindo a esse documentário pode se chegar a conclusão de que a “vida é realmente breve”. Assim, o que realmente é importante? Se souber responder essa pergunta, você pode se considerar um privilegiado; vai chegar ao final da estrada com a certeza de que fez a coisa certa, de que aproveitou o máximo. Mas quem aproveita o máximo? Jimi Hendrix aproveitou o máximo? O bandido da luz vermelha – ficou 30 anos na prisão - aproveitou o máximo? A mãe que se dedicou aos filhos e mais nada fez a não ser cuidar deles (como se isso não fosse muito) aproveitou o máximo? Você está aproveitando bem a vida que tem? Há pessoas que trabalham de segunda a sábado e à noite assistem à novela, em uma rotina interminável, como o trabalho de Sisifo; aos domingos vão à casa da sogra ou da mãe – de quando em vez alternam – assistem a domingueira programção da Tv aberta para começar tudo “novamente” na segunda. Essas pessoas a que me refiro talvez acreditem viver plenamente. Estão certas a vida de cada um pertence a ele próprio e ninguém deve dizer o que fazer com ela; ai de quem cair na tentação de acreditar que uma pessoa pode saber o que é melhor para o outra.
Nós também não nos atrevemos a dizer qual é o significado de aproveitar a vida. Afinal a projeção faz parte da nossa psique e tudo é projeção (ou vaidade, como está escrito no Eclesiastes). Salomão, no fim da vida e depois de ter tido aproximadamente 350 mulheres, disse que passou a vida correndo atrás do vento. Corre-se o risco de se achar que se vive plenamente e no fim chegar-se a mesma conclusão.
Mas o documentário não é só reflexão sobre a brevidade da vida, muito menos de como se deve viver. Ele mostra também as transformações tecnológicas, o avanço das ciências e há, evidentemente, uma crítica em relação a esse desenvolvimento. Afinal o Taylorismo, que é uma evolução do sistema de produção capitalista, foi aplicado pelo III Reich na “questão judaica” de forma inequivocamente eficiente.
De tudo o que se viveu, de tudo o que se passou, só ficaram e ficarão as memórias.
Essa memória pode ser triste, alegre, emocionante ou entediante depende das escolhas que foram feitas no decorrer da vida vivida.
Que memória você deixará?
As guerras persistem e insistem em nos dizimar. São guerras emocionais, sociais, intelectuais, onde o egoísmo e o orgulho falam mais alto.
Diante das misérias causadas pelas guerras, cabe aqui lembrar o ditado Japonês: “A morte é mais leve do que uma pluma. A responsabilidade de viver é tão pesada quanto uma montanha”. Períodos que são tão difíceis que o melhor seria finalizá-lo. Assim, findar a dor, angústia, opressão, massacre, desrespeito, injustiça, enfim todo sofrimento.
Entretanto, há outros períodos que deveriam ser eternizados pela sua beleza, por seu encanto e por sua plenitude.












REFERÊNCIAS


Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3s_que_Aqui_Estamos_por_V%C3%B3s_Esperamos>. Acesso em: 07 set. 2011

Nós que aqui estamos, por vós esperamos. Direção: Marcelo Masagão. 1998.




PATRIMÔNIO HISTÓRICO E MEMÓRIA

LUCIANA DE ANDRADE FIGUEIREDO
3º ano de Educação Artística - Licenciatura

O Patrimônio histórico e sua memória nada mais é que um testemunho de heranças de gerações passadas que serão transmitidas para outras gerações, revelando características de diferentes fases vividas dentro de uma sociedade.
A idéia de patrimônio fica mais fácil se pensarmos em nosso cotidiano, nas pequenas coisas que guardamos e a importância e o significado que este patrimônio familiar tem para nós.
Preservar não é apenas guardar, mas registrar e lembrar  de fatos que contribuíram para a construção de nossa identidade, mantendo nossa história preservada, através de bens importantes
Cada bem preservado trás uma recordação podendo ser ela física ou mental e com memórias vivas ou vividas. É uma comunicação do presente com o passado mostram sinais de memórias e com eles é possível apreciar e sentir um pouquinho daquilo que foi vivido. Todos os bens preservados têm o seu valor e representam uma grande importância para quem os guarda.
A melhor forma de preservar é através do respeito e interesse do próprio povo, conscientizando-os que estes foram construídos ou produzidos pelas sociedades passadas e que hoje representam uma importante fonte de pesquisa cultural.
Os Patrimônios e as memórias de cada lugar ou de cada objeto guardado e preservado, nos   abrem caminhos para que tenhamos oportunidades de nos conhecer e conhecer um pouquinho dos  outros e  de seus bens culturais. A preservação de cada bem ou de cada objeto é a preservação da memória e nos permitirá contá-la aos que virão.



Vai um cafezinho aí?

CAMILA HANNAH BEVILACQUA
3º ano Educação Artística - Licenciatura


Estimulante, aroma inconfundível, e um gosto marcante, o café esta no dia-a-dia da maioria dos brasileiros.
Quem nunca foi convidado para tomar um cafezinho, ou precisou tomar uma xícara de café para madrugar, fazendo trabalhos de faculdade.
E não tem outra, ficamos mais alertas ao ingerir esta bebida.
Também não podemos deixar de lado as famosas balinhas de café, que ficam nas lojas e consultórios médicos e que sempre pegamos mais de uma.

O cheirinho do café sendo preparado é energizador, lembra vovós e biscotinhos de polvilho, é mais um sol para as manhãs em toda vizinhança, e um up para as tardes.
E depois daquele almoço em uma churrascaria, sempre tem um garçom te oferecendo o tal cafezinho, e ele funciona mesmo para levantarmos da mesa e irmos para a casa.

Café e pedreiro são melhores amigos, assim como a parceria que tem com o leite, ele não tem preconceito, está na mesa dos pobres e dos ricos; dos padres e das prostitutas.
Mas dentes e café não combinam, portanto depois de tomá-lo escova os dentes ou ficarão tão amarelos com o tempo que nenhum dentista terá muito sucesso.



A história do café começou no século IX. Originário das terras altas da Etiópia (possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa. Mas, ao contrário do que se acredita, a palavra "café" não é originária de Kaffa — local de origem da planta —, e sim da palavra árabe qahwa, que significa "vinho", devido à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe.                                                                
Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que suas carneiros ficavam mais espertas ao comer as folhas e frutos do cafeeiro, êee carneirinhos danadinhos. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.                                                                  
O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia. Em 1475 surge em Constantinopla a primeira loja de café, produto que para se espalhar pelo mundo se beneficiou, primeiro, da expansão do Islamismo e, em uma segunda fase, do desenvolvimento dos negócios proporcionado pelos descobrimentos. Por volta de 1570, o café foi introduzido em Veneza, mas a bebida, considerada maometana, era proibida aos cristãos e somente foi liberada após o papa Clemente VIII provar o café. Na Inglaterra, em 1652, foi aberta a primeira casa de café do continente europeu, seguindo-se a Itália dois anos depois. Em 1672 cabe a Paris inaugurar a sua primeira casa de café. Foi precisamente na França que, pela primeira vez, se adicionou açúcar ao café, o que aconteceu durante o reinado de Luís XIV, a quem haviam oferecido um cafeeiro em 1713. Na sua peregrinação pelo mundo o café chegou a Java, alcançando posteriormente os Países Baixos e, graças ao dinamismo do comércio marítimo holandês executado pela Companhia das Índias Ocidentais, o café foi introduzido no Novo Mundo, espalhando-se nas Guianas, Martinica, São Domingos, Porto Rico e Cuba. Gabriel Mathien de Clieu, oficial francês, foi quem trouxe para a América os primeiros grãos. Em 1727, o sargento-mor Francisco de Melo Palheta, a pedido do governador do Estado do Grão-Pará, lançou-se numa missão para conseguir mudas de café, produto que já tinha grande valor comercial. Para isso, fez uma viagem à Guiana Francesa e lá se aproximou da esposa do governador da capital Caiena. Conquistada sua confiança, conseguiu dela uma muda de café-arábico, que foi trazida clandestinamente para o Brasil. A plantação de café trazida inicialmente na Região Norte, mais especificamente em Belém, as mudas foram usadas para plantios no Maranhão e na Bahia, na Região Nordeste mas as condições climáticas não eram as melhores nessa primeira escolha e, entre 1800 e 1850, tentou-se o cultivo noutras regiões. E o sucesso deu-se em São Paulo, durante a primeira parte do século XX, fez com que o Estado se tornasse um dos mais ricos do país, permitindo que vários fazendeiros indicassem ou se tornassem presidentes do Brasil.                                                                                      
Em alguns períodos da década de 1980, o café era a segunda commodity mais negociada no mundo por valor monetário, atrás apenas do petróleo.


Para finalizar esse assunto quero que voltem nas memórias da infância e me digam: quem já foi café com leite põem o dedo aqui, que a janelinha da sua tela já vai fechar.



Demolição da Geral do Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) e Polêmica com Marquise


Talita Roberta de Lima
3º ano Educação Artística - Licenciatura 


O estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, (que em tupi-guarani significa chocalho, devido ao som de pássaros que viviam por ali faziam) está passando por reformas para receber a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Situado no Rio de Janeiro, foi inaugurado em 1950, sendo utilizado na Copa do Mundo daquele ano, onde o Brasil foi derrotado pelo Uruguai no jogo final.
O Maracanã tem seu formato oval, medindo 317 metros em seu eixo maior e 279 metros no menor. Mede 32 metros de altura, o que corresponde a um prédio de seis andares, e a distância entre o espectador mais distante o centro do campo é de 126 metros. A cobertura protege parcialmente as arquibancadas em toda a sua circunferência. É na cobertura que se encontram os refletores que iluminam o estádio, que funcionam a vapor de mercúrio.
Desde 1962,  a medida do gramado é de 110 por 75 metros. O fosso que separa o campo das cadeiras inferiores mede 3 metros de profundidade com bordas em desnível.
O acesso ao gramado dá-se por meio de quatro túneis subterrâneos que começam nos vestiários.  Existem cinco vestiários no estádio, sendo utilizados normalmente apenas três, um para cada time que disputa uma partida de futebol  e outro para a arbitragem. Espaço mais democrático do estádio, a geral do Maracanã, ficou conhecida por reunir torcedores dos grandes clubes cariocas, era o local onde haviam torcedores fantasiaodos que expunham seu amor ou sua indignação, e  sempre ficava lotado.
Em 2005 a geral sucumbiu a modernidade, e começou a ser destruida, de seus 30mil lugares, foi reduzido para 18 mil. De acordo com a FIFA, o público não pode mais ficar de pé, com as novas leis elaboradas, agora tem cadeira para o torcedor. Só que o torcedor não quer ficar sentado.  
Na Copa do Mundo de 1950, o Maracanã abrigou um público de aproximadamente 210 mil pessoas, hoje não suporta 100 mil. Na geral do “Maraca” entrava “tanto quanto desse” e naquela época de 1950 a população era  magrinha, por isso cabia tanta gente.
O ingresso era a preço popular, R$ 3,00 (três reais), dependendo do jogo o ingresso gira em torno de R$ 30,00 a R$ 60,00 reais.
A documentarista Anna Azevedo, fez um curta metragem registrando os últimos jogos no espaço, “Maracanã na Geral” é uma homenagem ao torcedor que tanto prestigiou este lugar. O filme já passou por alguns festivais e Anna Azevedo vai transformá-lo em longa-metragem.


            Entretanto, este não é o único problema que este estádio sofre, agora com as reformas da Copa do Mundo de 2014, surgiu a polêmica da Marquise, pois o procurador da justiça,  Mauricio Rodrigues entrou com uma liminar para paralisar as obras do estádio por causa da demolição da marquise, sob pena de multa diária. O magistrado alega que o IPHAN( Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional do Rio de Janeiro) o seu superintendente Carlos Fernando Andrade teria expedido o requerimento sem os trâmites exigidos. Andrade se defendeu dizendo que uma intervenção desta natureza não necessita passar pelo conselho do orgão.

            O Maracanã foi tombado em 2000, é o único estádio tombado no Brasil, no livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. Algumas pessoas dizem que são contra essas mudanças, afinal deve ser preservado suas características naturais, não havendo mudanças radicais, pois a marquise será derrubada pra construção de arquibancadas que caberão mais cadeiras e assim mais pessoas e mais lucros.

Pensa-se no arrecadamento, não a preservação e manutenção de um estádio histórico que abriga a maior torcida do país. O procurador conseguiu paralisar as obras, porém não por muito tempo pois,  a Justiça não aceitou o argumento dos procuradores e a obra foi retomada, alegando que o Maracanã é tombado por ser palco de manifestação da cultural, não por arquitetura e as obras de demolição terminam em três meses.



Conversei com um torcedor que esteve na final da Copa América de 1989, ele tinha 25 anos nessa época, José Dilson Nunes, hoje com 47 anos, ele disse que a geral do Maracanã era incrível e naquela época não se falava muito de drogas, não havia tanta bandidagem ou se havia não era tão polêmico como é hoje por isso podíamos ir e vir na geral que tudo dava certo.  Perguntei o que ele acha das mudanças feitas no estádio, ele respondeu:

“Acho interessante nosso país ser o que vai sediar a Copa, no entanto acho desnecessário derrubar marquise para se colocar mais pessoas no estádio, hoje onde se tem muita gente tem também muita confusão, e sabemos que o que interessa mesmo é os lucros finais, já acabaram com a Geral, estão derrubando a marquise, não faltará mais nada pra mexer. Não tenho certeza se sairia de minha casa para ver um jogo no Maracanã,  pois sei que encontrarei muitas mudanaças, que não vou  gostar, mas sinto saudades de estar na Geral e vestir minha peruca vermelha”.

E, eu que só vi o Maracanã de longe espero que o estádio esteja pronto para receber ao menos a final da Copa.

Referências bibliográficas: wikipedia/ estadio maracanâ
Entrevistado: José Dilson Nunes, aposentado, morador da cidade de São Sebastião do Paraíso – MG , visitou  Rio de Janeiro em 1989, é torcedor fanático do Flamengo, assim com sua mãe.

RELATOS DA HISTÓRIA

Deise Maria da Silva
Marcos Rodrigues Rabelo
3º ano Educação Artística - Licenciatura




A agitação universitária se transformava em insurreição na madrugada de 10 de maio, com barricadas e incêndios de viaturas policiais no bairro latino Quartier Latin.
Uma greve geral lançada no dia 13 do mesmo mês paralisa o país.
Desconcertado a princípio, o governo se recupera e organiza, no dia 30, uma enorme manifestação de apoio ao presidente Charles de Gaulle, que declara: "Não sairei".
Em julho, De Gaulle vence as eleições legislativas e se fortalece.


O artista plástico Antonio Dias nos leva de volta ao passado com a obra “history”, que nos oferece múltiplos caminhos de leitura, revelando-nos fatos da historia e da memória da época em que foi criada.
A história vivida por milhares de pessoas contadas por fragmentos encontrados aleatoriamente no cenário onde o fato ocorreu.
Estes objetos guardam informações que contribuem para o significado da obra. Estabelecer uma relação entre o passado e presente, faz-nos pensar e refletir sobre o futuro.

Podemos ainda relaciona à história contada pela obra ao filme “O resgate do soldado Ryan”, onde um dos personagens recolhe fragmentos do solo por onde passa, neste ato, vê-se a vontade de recontar a história por ele vivida nos campos de batalha através de fragmentos recolhidos do cenário.

Os objetos são testemunhas da história?
Neste caso cremos que sim, os objetos recontam a história e ainda nos leva a pensar em nossa própria história, quantos objetos temos em casa, o que eles revelam sobre nós.

A nossa vida pode ser contada através dos objetos. São perguntas que todos nós podemos responder, ao pensar sobre tudo que possuímos, nas histórias dos nossos objetos, podemos concluir que nossa história, a história da humanidade está relacionada aos objetos.

Bibliografia disponível em: 

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

CAMILA APARECIDA BERNARDES
3º ano Educação Artística (Licenciatura)



O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - Condephaat, aprovou obras de restauro da antiga Basílica de Aparecida, na cidade de Aparecida do Norte, no Vale do Paraíba-SP.
A Basílica de Nossa Senhora de Aparecida foi tombada em abril de 1982. Dados históricos do tombamento indicam que o povoado de Aparecida organizou-se a partir da construção de uma capela, em 1744, destinada a abrigar a imagem de Nossa Senhora de Aparecida, encontrada por pescadores no Rio Paraíba, no ano de 1717.
 
A Basílica Velha de Aparecida do Norte (SP) foi inaugurada, após as primeiras ampliações, em 1888. Em 1985, 2 anos após o tombamento pelo Condephaat.
A equipe de restauro desenvolveu o projeto inicial, com um levantamento e diagnóstico para a restauração, que foi entregue à equipe das restauradoras Cristiana Cavaterra e Cláudia Rangel.
Após complementar o estudo inicial, esta profissional obteve a aprovação das obras de Restauro no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, condição necessária para o começo dos trabalhos
.

As intervenções a serem realizadas contemplam a substituição integral dos pisos nos pavimentos térreo e superior, substituindo a padronagem diversificada existente por uma homogênea; substituição integral dos azulejos, retirando-se as peças utilizadas em diferentes épocas; pintura das paredes com utilização de cores neutras - branco ou bege - na  capela-mor e restauração dos entalhes de madeira, hoje camuflados por cores fortes tanto nas peças entalhadas como nas paredes adjacentes. A restauração deverá respeitar recomendação do Condephaat na disposição das Telas da Via Sacra.
 Elas deverão ser limpas e restauradas, mas realocadas, de forma a permitir melhor apreciação pelo público e não interferir. Com a mudança na disposição das 14 telas da Via Sacra, o projeto luminotécnico deverá ser adaptado à nova exposição das obras.


Na foto acima vemos do lado direito a decapagem que nos permite ver os motivos originas, e do lado esquerdo a pintura de 1985, grosseira e brilhante, com aglutinante moderno, com tudo de pejorativo que comporta a palavra moderno, quando aplicada à arte mural.

 

A Basílica de Aparecida, as telas da Via Sacra. Elas foram limpas e restauradas, mas realocadas, de forma a permitir melhor apreciação pelo público e não interferir na visualização da mesma. O Restauro da Basílica histórica de Aparecida já passou por várias reformas, e procura devolver à igreja suas feições originais. Sendo assim, o restauro não prejudicou a  Basílica vizando recuperar a sua própria identidade sem colocar em riscos a sua Historia e seu estilo Barroco.
 
 
 
FONTES BIBLIOGRÁFICAS: